Novela: Velho Chico, de Benedito Ruy Barbosa

Novela: Velho Chico, de Benedito Ruy Barbosa
– E dona Eulália, Padre? – Tá bem […] Uma mulher feito ela, nem Deus faz igual […] – Me pergunto como Deus permite uma injustiça dessa de acontecer. – Deus é justo, Piedade, sempre, os homens, minha filha, só quando lhes convêm […] Deus não é o juiz que fica sentado numa nuvem no céu, tomando nota de cada face de cada homem, cobrando por seus erros, castigando a cada deslize. Deus é muito mais que isso. Nem Deus controla a vontade dos homens. Ele não é uma figura que se pode ver e tocar. Ele é como um raio de sol, que a gente sente e não vê. Como uma partícula de oxigênio ou uma gota de orvalho. É assim que ele está dentro de cada um de nós. Deus é um mistério. Ele é a natureza, o calor que a gente sente e não pode tocar. O ar que não se pode ver, a água que não tem cor. Deus é a natureza. Em tudo. E nem o homem e nem a ciência conseguiu decifrar. Por isso, antes de julgá-lo, experimente senti-lo. Você vai ver que maravilha! Não é difícil encontrar Deus. Ele não está em nossos olhos, ele está na natureza. Em cada ser vivo, inclusive dentro de nós”.
Diálogo entre Piedade e Padre Romão, após o assassinato do Capitão Rosa.

Aqui em casa, nunca tivemos televisão. O que eu acompanhei de novelas, sempre foi na casa da vó ou em algum vizinho amigo. A única vez que me interessei em ver algo, foi quando estreou a minissérie Capitu,  dirigida por Luiz Fernando Carvalho. Não precisei do aparelho televisivo, para vê-la, simplesmente baixei da internet todos os capítulos e assisti, como se fosse a Netiflix.
Entretanto, um dia desses, eu estava na casa de uma amiga, e a TV estava ligada, quando a chamada da novela Velho Chico passou. Virei para minha amiga e disse: “Poxa, essa novela será boa por dois motivos: 1. A temática (os ribeirinhos, o sujeito sertanejo, a seca, o Nordeste, etc.); 2. Tem o Santoro! “.
E foi assim, desde que iniciou sua exibição, no dia 14 de março, eu tenho acompanhado o desenrolar da trama, pelo globoplay, para confirmar o meu presságio de que ela valeria a pena. Até agora, devo dizer que a novela não decepcionou, pelo contrário, uma produção tão linda como essa me surpreendeu. O enredo é muito bem escrito, os atores (não só o Santoro, mas todos os demais, inclusive os ‘calouros’) estão ótimos no desempenho da atuação. Trilha sonora grandiosa. Figurino riquíssimo… Enfim, uma coisa eu digo: Já era hora da Globo sair da zona de conforto,  do urbano carioca/paulista e se voltar para o nosso maravilhoso Nordeste, né não? Ousar mais quanto aos artistas e colocar gente nova para atuar, concordam? O que mais tem nesse Brasil é ator/atriz maravilhosos e culturas belíssimas, para ficar sempre no feijão com arroz, certo?

Este vídeo logo a baixo é um ‘resumo’ do que é a novela. Se você preferir, assista-o, pois a maneira que os personagens narra a história é ótima (caso contrário, contarei do meu jeito, é só continuar lendo):

Velho Chico é a nova novela das 9 da Globo (OMG, sim. Estou assistindo novela dessa emissora!). A história é de Edmara Barbosa e Benedito Ruy Barbosa, escrita por Edmara Barbosa e Bruno Luperi – filha e neto de Benedito-, sob a supervisão do patriarca, enquanto que a direção artística fica a cargo de Luiz Fernando Carvalho (diretor da minissérie Capitu e do tão genial filme Lavoura Arcaica).
Ao tentar resumir essa novela, percebo que nada do que eu disser aqui, substituirá o prazer de assisti-la, mas, de grosso modo, o enredo se baseia em mortes, duelos, confrontos familiares e romances proibidos. Reconhece? Sim, parece muito com a história de Romeu e Julieta, de Shakespeare. Para quem gosta, como eu, de cenas românticas de tirar o folego e encher os olhos de lágrimas, de cenas de desespero e alegria semelhantes às cenas de filmes de Almodôvar, essa é a novela. Embora haja o romance e o açúcar, a novela aborda ainda temas como o modo de viver da população regional, a cultura do campo, bem como situações e elementos polêmicos como a transposição do Rio São Francisco, o velho Chico.

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O coronel Jacinto interpretado por Tarcísio Meira

Tudo tem início na fictícia Grotas do São Francisco, no Nordeste brasileiro, no final da década de 1960. O coronel  Jacinto de Sá Ribeiro (Tarcísio Meira) é dono de quase tudo ali, comanda a política e a economia e mais o que estiver ao seu redor. Contudo, o coronel não tem poder nas terras do capitão Ernesto Rosa (Rodrigo Lombardi), o dono da fazenda Piatã. Esse homem é o único que tem coragem de enfrentar a figura de Sá Ribeiro, desencadeando, com essa ousadia,  o início do duelo que vai atravessar gerações até os dias de hoje.

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Capitão Rosa

Rosa, por sua vez, é um sujeito desenvolto, que prega para todos os amigos que o povo não deve ficar à mercê de um só coronel, já que ele tem poder de comandar até os valores da saca do algodão. É preciso uma revolução, uma união do povo para tirar o poder dos de Sá Ribeiro. Por conta desse discurso, Rosa não é tolerado por muito tempo, pois, quando Afrânio, personagem de Rodrigo Santoro, entra em cena (substituindo o pai, depois de uma morte repentina), ele resolve seguir os conselhos de Clemente (Julio Machado. Uma amiga diz ser um personagem semelhante ao Michelleto Corella, The Borgias, por outro lado, eu discordo, mas vejo os motivos dessa semelhança), um jagunço/matador, que dedica a vida aos de Sá Ribeiro, e dar fim à vida do capitão.

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Belmiro e Piedade

Assim, o sucessor de capitão, é Belmiro (Chico Diaz), que, junto a sua esposa Piedade (Cyria Coentro) e seu filho Santo dos Anjos (agora interpretado por Renato Goes) vieram parar na porta do Capitão e de sua mulher Eulália (Fabiula Nascimento). Chegaram, os três, quase mortos de fome, porque fugiam da seca que assolava o Nordeste, naquela momento. Diferente da narrativa Vidas Secas, esses pobres seres encontraram refúgio com a família Rosa, para depois, auxiliarem dona Eulália com os afazeres da terra e a administração da fazenda e da casa.
Nesse ínterim, Afrânio, rapaz que não foi preparado para ser o sucessor de seu pai (visto que estava na capital estudando Direito, para ser doutor), ao deixar seu amor em Salvador, a linda Iolanda (Carol Castro), ele se sente perdido, desorientado, solitário, mas, mesmo assim, sob os insultos/motivações de Clemente, ele resolve segurar as rédeas e retomar os negócios do pai. Para isso, ele visita vários dos empregados fornecedores de Jacinto e, em uma dessas visitas, o moço encontra Leonor (Mariana Nery), cuja simplicidade e beleza seduz o ‘patrãozinho’. Antes de se deitarem, a menina procura o novo coronel, em seu quarto, e ela se entrega aos braços dele. No entanto, envoltos em carícias, não perceberam a mãe se aproximando para espiá-los e, devido ao descuido, os jovens são pegos no fraga. Por isso, sob a ameaça do facão, Afrânio pede a mão da sertaneja em casamento e, ali mesmo, eles se casam, cumprindo, assim, uma promessa que Leonor havia feito ao São Gonçalo.

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Leonor e Afrânio se casando. O Padre Romão está ao fundo.
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Afrânio, Dona Encarnação e Doninha

Ao retornar, eles lutam contra a represaria da matrona e matriarca Encarnação (Selma Egrei), que não acredita na menina e nem no amor dos dois. Mesmo com todos os episódios de ódio que dona Encarnação protagoniza, com ajuda de Doninha (Barbara Reis), esposa de Clemente, com quem tem um filho, Cicero (agora interpretado por Pablo Morais), arrumadeira da casa grande e nova conselheira e confidente de Leonor, eles superam as dificuldades, até que a nova patroa consegue engravidar, com muita dificuldade, e gerar Maria Tereza (agora é interpretada por Julia Dalavia, mas posteriormente, será a Camila Pitanga).

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Maria Tereza (Isabella Aguiar) vestida de Nossa Senhora, para a procissão, organizada pelo Padre Romão

Por dar a luz a uma menina e não a um menino, Leonor se sente culpada por proporcionar à família Sá Ribeiro, um herdeiro. Por esse fato, depois de um tempo, ela engravida novamente, contra as indicações do médico, e gera o tão esperado menino. Infelizmente, como avisado pelo médico, Leonor não resistiu a mais um parto problemático, deixando as duas crianças nas mãos do cuidado de Afrânio e com a promessa de Doninha de que cuidaria de seus filhos com amor. Chegando agora no pé que está a novela, isto é, no amor que existe entre Maria Tereza e Santo, filhos das famílias rivais. Amor proibido, amor impossível que acarreta uma morte e vira o enredo da novela de cabeça para baixo: Tetê é presa em um convento, por seu pai, em Salvador, enquanto Santo fica sem saber o que está acontecendo com a amada, na fazenda do falecido capitão Rosa.

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Maria Tereza (Julia Delavia) e Santo (Renato Goes)

Veja mais sobre os personagens aqui.

Digo, de antemão, que essa não é uma novela para apenas deixar a TV ligada, enquanto janta ou conversa com amigos ou toma banho ou, não sei, se distrai um pouco com o celular. É uma obra para ser realmente assistida, pois vários de seus conflitos acontecem a partir de um olhar que Belmiro lança para sua mulher, pelos choros escondidos, pelas advertências de um cinto, ou seja, a trama se desenrola não só por meio do diálogo entre um personagem e outro, mas também pelos detalhes, pelas nuances, pelo bom encaixe de uma cena com a trilha sonora, produzindo um detalhismo visual sem tamanho. Um exemplo disso, é quando Tetê vai ser deixada no internato e as freiras começam a tocar o sino da igreja ao ritmo da música que anuncia a partida de Afrânio.

De acordo com o blog Tribuna do Norte, a trilha sonora recheada de brasilidade é produção de Tim Rescala, porém o diretor Luiz Fernando Carvalho desenvolveu a sua organização. Então, a a trilha de Velho Chico não só foi pensada para recuperar o grande cancioneiro brasileiro, em especial o nordestino, mas propõe, inclusive, novos diálogos com diferentes gerações de compositores/ intérpretes, visto que temos desde Alceu Valença, Chico César (com voz ao clássico Serenata, do austríaco Franz Schubert , letrada pelo poeta português Ludwig Rellstab (1799 – 1860) e vertida pelo compositor, violonista, e escritor brasileiro Arthur Nestrovski), Caetano Veloso, Gal, Tom Zé até aos cantores da nova geração como Marcelo Jenesi e Renata Rosa. Confira a lista aqui e baixe o álbum aqui.

Ligada à música, temos a abertura da novela, que, como o nome anuncia, o protagonista desse drama é o rio São Francisco. Para representá-lo emocionalmente com elementos visuais, o diretor de arte Alexandre Romano, segundo o site GShow, afirma que “A gente foi em busca das lendas e dos símbolos que representam a força mística que existe no rio. Ele vira quase uma entidade no processo da abertura. É um rio vivo e cheio de energia”.

Para essa empreitada, dois artistas brasileiros foram contratados. Os profissionais escolhidos foram Mello Menezes e Samuel Casal, que enquanto um fazia as pinturas, o outro fazia os traços para, em seguida, um interferir na imagem do outro.um fazia as pinturas, o outro fazia os traços e, em seguida, um interferia na imagem do outro.
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Romano descreve em detalhes a abertura: “Nós temos a índia, que está chorando pelo índio que foi para a guerra e não voltou. Suas lágrimas formam o próprio rio por causa de seu amor – essa história é uma lenda antiga e é retratada na novela. A partir daí, a água vai se transformando, “serpenteando”, como falamos, o que representa tanto a natureza quanto o mal que, nas lendas, estava preso debaixo d’água. Além disso, temos os peixes, que representam a abundância do alimento. Com a entrada do homem e da mulher, o ser humano vem à tona. Eles não são nenhum personagem especificamente, mas acabam separados pelo rio, que os une quando descobrem seu amor” (Alexandre Romano, GSHOW).

Concorrente da novela Os Dez Mandamentos, da Record, Velho Chico também tem um grau de religiosidade muito grande embutido na trama. Desde da morte do primeiro filho de dona Eulália, que aconteceu durante uma das festas para São Gonçalo, os nomes de alguns personagens que retomam santos, entidades e/ou figuras religiosas como Maria, Santo dos Anjos, Cícero, etc., até às promessas feitas por Eleonor, por Doninha, aos templos existentes dentro de casa, o convento, as igrejas, rodas de santo (fotos abaixo) e procissões, características fortes do povo nordestino.

Sob lâmpadas de filamento, temos uma narrativa que transcorre lindamente, com personagens novos, outros não tão novos, a vista do Rodrigo Santoro, que voltou para a TV brasileira depois de 12 anos de trabalho na produção estrangeira, crianças ou adultos, todos estão excepcionalmente expressivos na novela. De Tarcisio Meira (Jacinto) a Barbara Reis, de Chico Diaz a Julio Machado, de Umberto Magnani a Fabiula Nascimento, não há um único ator que chame a atenção por um desempenho desajustado, pelo contrário, são convincentes, são reais.
Esse resultado se dá, segundo Maurício Stycer, devido ‘às mãos’ do diretor que conduziu o elenco à entrega, ao abandono dos tiques, para que os atores mergulhassem numa aventura que, comum no cinema ou no teatro, costuma ser difícil de implementar no ritmo industrial da televisão. Nesse viés, como diz Betão (pai de Leonor na novela) “é importante sempre ter esse espaço para falar do nosso povo, do nosso sotaque, nosso jeito de ser, nossas crenças, nossos sabores e o quão é doce e amargo ser nordestino. O Nordeste é uma tinta forte de brasilidade em qualquer horário”.afranio-caetano-veloso

Toda a pesquisa e a busca para apresentar a brasilidade resultou no cabelo encaracolado do Rodrigo Santoro, que lembra o final da década de 60, época que a primeira parte da novela transcorre.
Resultou também, nos figurinos criados para a novela, que apostam no retorno das peças românticas, das peças retrôs do Tropicalismo, isto é, roupas de algodão e linho, com bordados delicados feitos à mão, detalhes com babados, mangas bufantes, botões cobertos com tecidos, acessórios feitos em couro, paleta de cores que vão do bege ao cru e estampas florais; chapéu com bordados de flores, peças repletas de mistura de texturas como o couro, veludo, filó, renda e algodão. As saias são cheias de sobreposição, enquanto que a cintura é sempre bem marcada. Há turbantes na cabeça, decotes canoa e vários babados! (Fonte: EGO)

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Por fim, destaco duas coisas:
1. A fotografia da novela.
2. Por que esta novela está no horário nobre da Globo, nesta época? (É mais um questionamento mesmo).

A primeira, devo dizer que o diretor está sendo genial com o manejo da câmera, pois ele não usa apenas um plano para a filmagem, aquele que mostra todo o personagem, de longe ou de perto, de perfil, de cima, de baixo, etc., não! Ele mistura tudo! Faz close em detalhes pequenos, seja a bengala, seja o santo, seja o barco, seja o que for, ele fará, para o telespectador, um esmiuçamento, puro detalhismo mesmo, do espaço que circunda a cena.
Além disso, ele cria cenas muito semelhantes, que, no decorrer da novela, ele nos dirá algo com aquilo (como na série Demolidor, da Netflix? Sempre que há um corredor, há uma briga, ou no Poderoso Chefão, quando há uma laranja em determinada cena, há, logo após, um assassinato).velhochico (1)
O diretor também faz uso de flasbacks, entre um diálogo ou outro, ele traz, uma memória (por exemplo, a morte do filho mais velho do Coronel Jacinto), sem a marcação de que aquilo é memória (mudança de cor, de aspecto, etc.), ele simplesmente joga o ‘remember’ na tela, como se fosse fluxo de consciência, e o  público que entenda. Corroborando a isso, Carvalho intercala cenas dos dois núcleos (família de Sá Ribeiro e a família de Capitão Rosa), com a trilha sonora CERTA para o momento. Por exemplo, no momento em que o Padre Romão consolava a família de Rosa, devido seu assassinato, na outra casa grande estava acontecendo o primeiro parto de Leonor. Esse episódio foi silencioso, transcorreu apenas com as palavras do padre, sobre uma explicação do deus que ele crê.
Entre muita música, muito choro, muita surpresa, essa novela (que é dividida em duas fases principais: Velho Chico começa no final da década de 60 e chega aos dias atuais, por isso as mudanças de personagem – criança, adolescente e adultos), mostrou-me o que eu só havia visto uma vez na produção brasileira, na obra do emblemático  diretor pernambucano Cláudio de Assis, principalmente no filme A febre do rato, que é a fotografia aérea vertical:

Isto é, como no exemplo, as imagens são gravadas de cima para baixo, dando, de maneira abrangente, uma outra perspectiva ao público, sendo uma visão total do que ocorre em determinada cena. Em Velho Chico, se prestarmos atenção, veremos que esse é uma  recurso adotado frequentemente por Luiz Fernando Carvalho (Não achei fotos desse momento, mas no episódio de ontem – 01/4, quando Tereza entra no Convento, esse plano que o diretor utiliza é evidente! Além do momento em que Eulália e sua afilhada estão arrumando o almoço na fazenda).

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A imagem está péssima, porque tirei do meu celular, mas dá para vocês notarem o que eu quis ilustrar!

Por fim, ao meu último pensamento é: Essa novela foi pensada, primeiramente, para integrar o horário das 18h, mas, devido a programação da Globo, aumentou-se o número de capítulos (alongou-se a história) e Velho Chico se tornou novela de horário nobre. Ela aborda o modo de viver da população regional das cidades Bom Jesus da Lapa, Juazeiro e Petrolina, localizadas às margens do Rio São Francisco, e a cultura do campo.
A polêmica de Velho Chico será a transposição do Rio São Francisco, que vem gerando debates de nível nacional com a participação de artistas, como Letícia Sabatella. Benedito Ruy Barbosa já abordou temas espinhosos, como a abolição da escravatura e, consequentemente, o racismo, em Sinhá Moça, a reforma agrária e a corrupção na política brasileira em O Rei do Gado. Será a preocupação da Globo com os problemas do rio São Francisco e a vida de ribeirinhoa real motivação para exibir essa obra?  Ou colocar a discussão do Coronelismo brasileiro por trás de amores impossíveis seria mais interessante, para suscitar questionamentos concernentes à política brasileira, nesse momento? Porque, sendo a Globo como conhecemos, nada é subjetivo, não é não?

De qualquer modo, vamos acompanhar o desfecho dessa história e ver no que dá.

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